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Duas Estradas: Falta água e vontade


A falta de água em Duas Estradas-PB e cidades da Região em tempos de pandemia pode representar um perigo muito grande á essas populações, pois é fato amplamente divulgado que devemos lavar as mãos com frequência com água e sabão, como forma básica de higiene, embora saibamos que no Brasil, nem em todos os recantos existem água potável. A prática de lavar as mãos com frequência é tão importante para a prevenção da saúde, que a Organização Mundial da Saúde (OMS) a reconhece como uma das melhores estratégias para evitar infecções. A água não pinga nas torneiras da maior parte das comunidades, desde á última quarta-feira (09). 

Estudos comprovam que higienizar as mãos com sabão ou sabonete pode reduzir pela metade os riscos de infecções do aparelho respiratório. Lavar as mãos deve ser um hábito, e recomenda-se que higienize-as antes e depois de ir ao banheiro; após tossir, espirrar, coçar o nariz ou os olhos; depois de chegar da rua, após tocar em suportes de uso compartilhado, como mesas, barras de ônibus e maçanetas; e antes depois de estar com alguém doente. Para além de lavar as mãos, desde o inicio da COVID 19, tem sido recomendado o higiene em roupas e calçados, sempre que voltarmos das ruas as nossas casas. O fato é que, em se tratando do Município de Duas Estradas-PB, essas ações de higiene tem se tornado cada vez mais difíceis, embora seja ela recomendadas expressamente no site da Prefeitura.

Segundo o site oficial da Prefeitura Municipal de Duas Estradas-PB - embora a última atualização tenha sido feita no dia 07 de abril do corrente ano, correlato aos boletins da pandemia - a cidade conta com 191 casos confirmados de COVID 19, tendo 30 casos ativos, 07 óbitos, e um em investigação. 

















Tendo em vista o momento, não se deveria medir esforços para manter a salubridade das pessoas, e isso passa por ações efetivas dos poderes executivo e legislativo no que concerne á higiene das pessoas - que para isso necessita de água, que falta desde á última sexta-feira (09-04-2021) - embora o fornecimento de água seja uma responsabilidade da Cagepa, cito algumas atitudes possíveis para a gestão municipal: O mapeamento das cisternas públicas existentes na zona urbana e rural, recupera-las, e abastece-las, não apenas em tempos de pandemia, mas principalmente durante ela, e na ausência do fornecimento de água por dias á fio, tal qual atravessamos desde quarta-feira passada. 

Instalar e verdadeiramente ativar os lavabos que estão espalhados pela cidade, e que não funcionam quase em lugar algum, coloca-los em funcionamento aos sábados na feira-livre, que alias tem sido um desafio, e recentemente foram até retirados do local. Colocando-os no local, uma vez mais, abastece-los com água e sabão, para viabilizar a higienização das mãos nos espaços urbanos. 

A proposito na feira-livre, além de registrar a ausência dos equipamentos de higiene, observar-se a falta de uso de mascara por parte de alguns feirantes e populares, e quanto á isto se faz necessário medidas enérgicas, como a proibição da circulação de pessoas e comerciantes sem o uso do equipamento, monitoramento esse, que pode e deve ser feito pelos guardas municipais, que dispersos na feira, ajudariam no controle e fiscalização no centro comercial. 

Uma outra medida necessária, seria a preocupação com a população da zona rural que se desloca á cidade para fazer compras aos sábados, estás pessoas vem de ônibus sem nenhum distanciamento, ou equipamento de higiene como a máscara, dentro do único veiculo disponibilizado pela municipalidade. No que diz respeito a esse equipamento, a prefeitura tem feito a distribuição de mascaras de tecido, embora estudos comprovem o baixo nível de filtragem do ar, tornando-a de uma ineficácia quase total, uma vez surgida as novas variantes. Contudo os estudos não estão concluídos, e vem sendo realizado por Universidades Europeias. 

PREFEITURAS/ESTADO DA PARAÍBA

Parte do executivo dos municípios e do Estado, uma solução possível para o problema da falta de água que enfrentamos todos os anos, atitudes como a propositura de um consorcio entre as Prefeituras e o Estado no mapeamento dos mananciais de água, estudos das suas capacidades hídricas, e índice pluviométrico anual desses locais, seriam as primeiras atitudes a serem tomadas por quem se preocupa e tem respeito por essas populações. A recuperação desses mananciais, estudo, limpeza, e ampliação dessas fontes ajudariam na captação de água, e nos permitiria um maior controle de possíveis racionamentos, sabendo, com base nos estudos realizados sobre a vasão e evasão das águas, quando iniciar e quando terminar o processo. 

Para a realização desta ação enérgica, irrefragável e deveras eficaz, pode-se criar projetos de pesquisa aliados a Universidade Estadual da Paraíba, onde professores e universitários pudessem realizar esses estudos hídricos nas regiões do Estado, junto ao Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), uma vez que nesta instituição temos técnicos preparados para realizar essas pesquisas, auxiliados por pesquisadores universitários, e com a presença massiva de alunos/as das instituições públicas de ensino superior da Paraíba. 

Temos que frear a politica da seca, e para isso temos já equipamentos e meios para amenizar, e aprender a conviver com a seca. Pois como sabemos, não somos Deus ou a natureza, mas estamos munidos de meios e capacidades cromossômicas, que nos permite conviver bem com a seca. 


O Editor 


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