Ligações locais e interurbanas de fixo para móvel ficarão mais baratas
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) divulgou,
nesta terça-feira (6/2), uma boa notícia para o bolso do consumidor. A partir
de 25 de fevereiro, as ligações locais e interurbanas de telefones fixos para
celulares móveis vão ficar mais baratas. A redução das chamadas locais vai
variar entre 10,58% e 12,75%. Já as tarifas interurbanas vão cair entre 3,98% e
7,41%.
A queda vai ocorrer, segundo o órgão regulador, por conta da
redução das tarifas de interconexão, pagas pelas empresas que utilizam a rede
de outro grupo. Esse cálculo de interconexão é realizado pela Anatel.
Inicialmente, essaas tarifas eram mais altas porque foram usadas para subsidiar
a instalação de redes das operadoras móveis.
A redução das tarifas vale para as ligações originadas nas
redes das concessionárias da telefonia fixa, das empresas Oi, Telefônica, CTBC,
Embratel e Sercomtel, destinadas às operadoras móveis, Oi, TIM, Claro e Vivo. O
preço médio das ligações locais de telefone fixo para móvel vai passar de R$
0,18 para R$ 0,12, sem considerar os impostos.
Para as ligações interurbanas feitas de fixo para móvel com
DDD iniciando com o mesmo dígito, por exemplo, DDDs 61 (Distrito Federal) para
62 (Goiânia), o preço médio cairá de R$ 0,55 para R$ 0,39. Enquanto o preço
médio das demais ligações interurbanas de fixo para celular, vai ser reduzido
de R$ 0,62 para R$ 0,45.
Conforme cálculos da agência reguladora, o valor menor das
tarifas vai beneficiar cerca de 23,6 milhões de assinantes das concessionárias
de telefonia fixas, segundo dados referentes a dezembro do ano passado.
Apesar da redução gradativa das ligações de fixos para
móveis, cada vez os usuários utilizam menos os telefones fixos. Conforme a
Anatel, em 2017, o Brasil perdeu 1,2 milhão de linhas fixas. No acumulado do
ano passado, foi registrado um total de 40,8 milhões em operação, queda de
2,96% na comparação com 2016.
Em dezembro de 2017, as empresas autorizadas do serviço de
telefonia fixa registraram 17,1 milhões de linhas fixas e as concessionárias
23,6 milhões de linhas. No ano, as autorizadas perderam 134,7 mil linhas
(-0,11%) e as concessionárias apresentaram queda de 1,1 milhão de unidades
(-4,48 %).
Por Simone Kafruni

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