Redução do ICMS sobre diesel será discutida pelo Confaz na terça-feira
O governo marcou para terça-feira uma reunião extraordinária
do Confaz, o Conselho de Política Fazendária. Uma tentativa frustrada de reunir
o conselho formado por secretários de Fazenda de todos os estados e do Distrito
Federal, na sexta-feira não teve quórum. Somente 12 estados enviaram
representantes ao Palácio do Planalto e um outro secretário participou por
telefone.
O encontro será virtual, para incentivar a presença dos
membros. O anúncio foi feito pelo presidente do Confaz, o ministro da Fazenda
Eduardo Guardia. Ele explicou que a proposta do governo é de reduzir o valor do
litro do óleo diesel, em 35 centavos, em média.
Apesar do assunto ser discutido pelo Confaz, nenhum estado
será obrigado a reduzir o ICMS sobre o diesel. A medida tenta resolver a crise
de abastecimento causada pela greve dos caminhoneiros, que começou na
segunda-feira e tem como principal reivindicação a diminuição do preço do
diesel.
Na avaliação do ministro da Fazenda, o movimento dos
caminhoneiros já prejudica a atividade econômica e, consequentemente, a
recuperação do PIB. A estratégia de reduzir o preço só valerá para o diesel.
Portanto, não será aplicada à gasolina, ao etanol nem ao GNV.
Em entrevista à TV Globonews, o ministro da Secretaria de
Governo, Carlos Marun, disse que, até o fim do ano, as medidas econômicas
contra a greve dos caminhoneiros devem custar cerca de R$ 5
bilhões aos cofres públicos. Marun
acrescentou que esse valor será remanejado do Orçamento e que o governo não vai
criar ou aumentar impostos para atender aos caminhoneiros.
Por Vitor Oliveira

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