Procon notifica 82 postos de combustíveis em João Pessoa e inspeciona gás de cozinha
A equipe de fiscalização da Secretaria Municipal de Proteção
e Defesa do Consumidor continua a percorrer os postos de João Pessoa para
verificar as informações de abusividades nos preços dos combustíveis.
Os pontos de revenda do gás de cozinha, GLP, também estão
sendo inspecionados, principalmente para averiguação de denúncias da alta
exorbitante nos preços dos botijões.
Dos mais de 100 estabelecimentos em atividade na Capital, 82
foram notificados para que apresentem as cinco últimas notas fiscais de compra
do produto que justifiquem os últimos aumentos nas bombas.
O secretário Helton Renê afirma que os postos de combustíveis
que forem pegos praticando irregularidades estão sujeitos a multas que podem chegar
a R$ 30 mil por infração em cada estabelecimento, além da suspensão das
atividades comerciais.
Durante a fiscalização na manhã desta terça-feira (29), os
fiscais notificaram o ponto Fanmah (BR ao lado do Makro) que estava praticando
o preço da gasolina a R$ 3,69.
“O posto imediatamente baixou em 30 centavos o preço da
gasolina, que agora está sendo vendido a R$ 3,39. O trabalho de fiscalização é
extremamente importante neste momento, justamente para coibir abusos”.
O titular do Procon-JP informa que, aparentemente, o
abastecimento nos postos está se normalizando nesta terça-feira (29), mas o
Procon-JP se manterá em alerta e a equipe continuará o trabalho para não deixar
que os preços disparem.
“Nosso trabalho de fiscalização também é um instrumento que
inibe os excessos dando um ‘freio’ naqueles que querem se aproveitar do momento
para praticar preços abusivos. Vamos avaliar os valores coletados em cada posto
e ver se está em consonância com as notas fiscais de compra do produto”.
A fiscalização do Procon-JP constatou que o desabastecimento
do gás de cozinha nos pontos de revenda em João Pessoa é real.
“Nossa equipe está em campo apurando as denúncias que nos
chegam e até o momento, o que percebemos, realmente, é o desabastecimento.
Quase todos os postos estão sem o produto. Também não encontramos botijões
escondidos. Nossos fiscais estão entrando em todas as dependências dos
estabelecimentos para averiguar se há algum produto estocado, como recebemos
denúncias”.
Ele acrescenta que o desabastecimento é devido aos problemas
na liberação do produto no Porto de Suape, em Pernambuco.
“Pedimos muita calma nesse momento. Sabemos que é
angustiante, mas, enquanto o abastecimento do produto não normalizar, as
pessoas devem manter a calma. Vamos continuar inspecionando esses pontos de
revenda, mas vamos evitar boatos que desestabilizam a população já tão
fragilizada e atrapalham nosso trabalho de fiscalização”.
Fonte: Secom/JP

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