Ministra do TST concede liminar para impedir greve de petroleiros
A ministra Maria de
Assis Calsing, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), decidiu nesta
terça-feira (29) impedir o início da greve dos petroleiros que trabalham em
refinarias da Petrobras, prevista para começar nesta quarta-feira (30).
A liminar foi concedida a pedido de Advocacia-Geral da União
(AGU). Para a advocacia, a greve dos trabalhadores, em meio ao quadro de
desabastecimento provocado pela paralisação de caminhoneiros, trará prejuízos
gravíssimos à sociedade, tendo em vista o potencial para prejudicar o
abastecimento do mercado interno de gás natural, petróleo e seus derivados.
Ao analisar o caso, a ministra entendeu que a greve seria
abusiva e “realizada para incomodar”. Pela decisão, os sindicatos dos grevistas
deverão pagar multa diária de R$ 500 mil em caso de descumprimento e também
estão impedidos de travar o trânsito de mercadorias e pessoas nas refinarias.
“É potencialmente grave o dano que eventual greve da
categoria dos petroleiros irá causar à população brasileira, por resultar na
continuidade dos efeitos danosos causados com a paralisação dos caminhoneiros.
Beira o oportunismo a greve anunciada, cuja deflagração não se reveste de
proporcionalidade do que poderia, em tese, ser alcançado com a pauta perseguida
e o sacrifício da sociedade para a consecução dos propósitos levantados”,
decidiu a ministra.
A Federação Única dos Petroleiros (FUP) convocou a
paralisação reivindicando redução dos preços do gás de cozinha e dos
combustíveis. Também há críticas à gestão de Pedro Parente na Petrobras e o
pedido para que ele deixe o cargo.
Fonte: Agência Brasil

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