Homem morre em tiroteio na V. Kennedy, palco de operação de militares e policiais
Uma pessoa
morreu após um confronto entre policiais e criminosos neste domingo na
comunidade de Vila Kennedy, na zona oeste do Rio. O local é alvo de uma
operação do Comando Conjunto em apoio à Secretaria de Segurança, no contexto
das medidas implementadas pela Intervenção Federal na Segurança Pública.
Segundo
informações da Polícia Militar, agentes do batalhão de Ações com Cães faziam
patrulhamento numa área de vegetação, na divisa da comunidade com o bairro de
Senador Camará, quando encontraram homens armados na mata. Os criminosos teriam
atirado contra os agentes, dando início a um tiroteio.
Passado o
confronto, os policiais encontraram um suspeito ferido Wilton César do
Nascimento Ramos estaria de “posse de materiais ilícitos”. Os agentes entraram
em contato com o comandante e solicitado apoio do blindado do 14º Batalhão da
Polícia Militar para prestar socorro ao homem ferido, mas ele não resistiu aos
ferimentos. A ocorrência foi encaminhada para registro na 34ª Delegacia de
Polícia, de Bangu. Foram apreendidos uma espingarda calibre 12, munições, rádio
transmissor e drogas.
Ainda neste
domingo, militares identificaram novos obstáculos feitos por criminosos nas
vias de acesso à comunidade. Os objetos foram removidos pelos engenheiros das
Forças Armadas.
O
patrulhamento conjunto de Forças Armadas e Polícia Militar teve início na
região neste sábado. Na nova fase da operação, cerca de 300 militares
participam diariamente de uma escala de patrulhamento, que ocorre
simultaneamente ao realizado pela Polícia Militar. Durante a noite, a segurança
é exclusivamente atribuição dos policiais militares.
Desde o
último dia 23, as Forças Armadas têm enviado com regularidade agentes à Vila
Kennedy, às margens da Avenida Brasil, uma das principais vias expressas do
Rio. Na última sexta-feira, os militares deram apoio a uma operação da
Prefeitura que causou revolta e comoção na população da região ao demolir 52
barracas e quiosques de comerciantes informais na praça central da comunidade.
Diante da repercussão negativa, o prefeito Marcelo Crivella divulgou nota reconhecendo
que houve uso desproporcional da força durante a operação e que trabalhadores
tinham sido atingidos “desnecessariamente”. “O prefeito determinou o
afastamento imediato dos funcionários envolvidos e o cadastramento dos
comerciantes para imediata realocação”, informou a nota.
Fonte: Estadão
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