Mapa Mulheres na Política mostra que a PB espelha a desigualdade nacional no Legislativo
No Mapa Mulheres na Política divulgado em 2016 pela ONU, o Brasil é um dos últimos colocados na lista de 188 países quanto à participação feminina nos Parlamentos. Obviamente, as estatísticas sobre a atividade das mulheres na política têm melhorado, mas ainda há uma gritante desigualdade entre a representação feminina e a masculina.
Em 2014, de acordo com dados do site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), houve um crescimento do número de eleitoras e candidatas no país. Elas já representam 52,13% dos 142.822.046 eleitores, 5,8% a mais do que em 2010. Do total, 6.245 foram consideradas aptas a concorrer aos cargos eletivos, representando um aumento de 71% em relação às eleições de 2010.
Três exemplos na Paraíba podem espelhar essa realidade nacional de desiquilíbrio, em termos de representação feminina no Legislativo na comparação com as bancadas masculinas: na AL-PB, e nas duas maiores Câmaras Municipais do Estado, de João Pessoa e Campina Grande. No Legislativo estadual, dos 36 parlamentares, apenas três são mulheres: Camila Toscano (PSDB), Estela Bezerra (PSB), e Daniella Ribeiro (PP) – na foto, nessa ordem. Na Câmara pessoense, são quatro mulheres – Sandra Marrocos (PSB), Eliza Virgínia (PP), Helena Holanda (PP) e Raíssa Lacerda (PSD) – de um total de 27 vereadores.
Em Campina Grande, a desigualdade é ainda maior: de 23 vereadores, existe apenas uma representante do sexo feminino – Ivonete Ludgério (PSD) – embora seja importante ressaltar o papel de empoderamento que ela representa no meio de tanto homem: é a presidente da Casa.
A eleição proporcional é a que registra mais crescimento na candidatura de mulheres, sobretudo para a Câmara dos Deputados. Levantamento mostra que, na última eleição, 1.730 mulheres disputaram cargo de deputada federal, contra 935 em 2010. Isso representou um acréscimo de 85%. Partidos são obrigados, por lei, a destinar 30% das vagas para candidaturas femininas.
Fonte: NE1


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