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Coluna da Professora Elisabeth: Educação e qualidade não são assuntos díspares.



Amigos, parceiros e estudantes


Minha indignação hoje é falar sobre o grupo Kroton, que vem crescendo e ampliando de forma significativa sua receita  líquida de cerca de R$ 645 milhões no segundo trimestre, crescimento de 15% sobre o mesmo período do ano passado, informação essa processada pelo próprio grupo.

O grupo vem comprando assustadoramente instituições de ensino para cursos de graduação e pós-graduação, oferecidos na maioria das vezes com apenas uma ou duas aulas presenciais semanais, isso quando não é totalmente EAD, isto é 100%.
Universidades como a Unopar e Anhanguera fazem parte desse projeto ambicioso, sendo que a última  não aceitou a fusão, a Estácio, acreditar que ainda pode ser considerada concorrente direto sobre os negócios da Kroton, segundo o Presidente da Estácio Pedro Thompson diz que a Estácio pode ser consolidadora e não consolidada.

Outras declarações informativas referente a Kroton,  a mesma quer dominar a aquisição de colégios particulares, mirando a internacionalização.

Isso tudo muito me preocupa, pois através de várias pesquisas, junto aos Polos das Instituições, constato que infelizmente trata-se simplesmente de venda de títulos, não por inconformidades junto ao Mec, mas pela forma de ensino, que se tornou cada vez inferior ao que já tínhamos.

Polos sem a menor estrutura para aplicação de determinadas disciplinas, professores despreparados, isso quando aula não é ministrada por tutores, qual não possuem a capacitação para determinada função.

Ensinar é coisa séria, formar futuros cidadãos para inserção no mercado de trabalho muito maior ainda.

Minha pergunta é?

Como se ensina 100% EAD e gradua um engenheiro civil, mecânico, enfermeiros? Daqui a pouco formarão médicos à distância.

Minha intenção aqui não é criticar de forma alguma a tecnologia que de certa forma tem contribuído muito em relação as mais variadas informações  e mesmo a educação.

Mas o absurdo de como isso é prejudicial, tudo virou dinheiro, toda causa são novos negócios, professores que assim como eu que estudaram 5, 6 10 anos antigamente indo as aulas diariamente, com a qualidade de dialogar e corroborar experiências com professores em sala de aula, estão sendo extremamente prejudicados, tendo seus empregos roubados, eliminados pelo o que eu costumo dizer; O imperialismo da educação, grupo esses que se intitulam  Curso Superior Privado.

E não para por aí, a renomada Kroton anunciou a criação de uma parceria de 10 anos com o Banco BV Financeira, cujo objetivo é a oferta de financiamento estudantil a todos seus alunos, as taxas de juros são as mais abusivas, e lamentavelmente os alunos podem ter seus nomes vinculados a órgãos restritivos na falta de pagamento, muito antes dos mesmos saberem.

A oferta é substancial, contudo, o número de alunos que iniciam, e param por motivos de desemprego, problemas financeiros de toda ordem é colossal.

Resumindo: O Ensino superior foi sucateado, tem preço, mas não tem qualidade.


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