Pauta da semana no Congresso tem crise dos combustíveis e 8 medidas provisórias
Deputados e senadores vão se reunir nesta terça-feira (29)
para “debater e mediar saídas” para a crise provocada pela alta no preço dos
combustíveis, que desencadeou a greve dos caminhoneiros.
Uma comissão geral (sessão plenária dedicada ao debate de
matérias relevantes com a participação de autoridades e especialistas) do
Congresso foi convocada pelos presidentes do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE),
e da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).
Além disso, o Senado convocou uma sessão para esta
segunda-feira para votar a urgência do projeto que cria o preço mínimo para os
fretes. Paralelamente a isso, o presidente Michel Temer já informou que editará
uma medida provisória (MP) tratando do assunto.
A intenção é que representantes da Petrobras, distribuidoras,
postos, governo e especialistas participem do debate.
Além disso, pode avançar no Senado, nesta semana, um projeto
que estabelece política de preços mínimos para fretes.
O texto está em uma comissão da Casa, mas há a expectativa da
aprovação de um pedido de urgência para levá-lo ao plenário.
A proposta é uma reivindicação de caminhoneiros e foi
colocada, ao lado de outras iniciativas, na mesa de negociação entre governo e
representantes de grevistas, como forma de suspender a paralisação da
categoria.
Medidas provisórias
No entanto, para poder analisar a proposta sobre frete, o
Senado precisa antes votar seis medidas provisórias (MPs) e liberar a pauta
para análise de outros projetos.
O presidente do Senado, Eunício Oliveira, cogita votar as MPs
“em globo” (conjuntamente), a fim de acelerar a apreciação do projeto sobre os
fretes.
Entre as MPs a serem votadas pelos senadores, está a que
libera o saque do PIS-Pasep para todos os cotistas e a que destina R$ 792 mil
em doação para a restauração de um templo religioso no Estado da Palestina.
Na Câmara, os deputados vão analisar outras duas MPs. Uma
libera R$ 2 bilhões para o Fundo de Participação dos Municípios e a outra trata
de assistência a imigrantes em situação de vulnerabilidade, caso dos
venezuelanos que entram no país.
O prazo para análise das medidas provisórias que estão na
Câmara e no Senado expira nas próximas semanas. Por isso, o governo tem pressa
para votá-las.
Uber e cadastro positivo
Outro projeto que está na pauta do Senado é o que altera as
regras para o recolhimento do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS)
incidente sobre aplicativos de transporte, como Uber e Cabify.
O objetivo da proposta é garantir que o dinheiro arrecadado
com o imposto vá para a o município em que o usuário do aplicativo embarcou no
transporte e não somente para as cidades em que a empresa possui sede.
Há ainda um projeto que trata da proteção, tratamento e uso
de dados pessoais.
Os deputados também podem concluir a análise de um projeto
que altera as regras para o Cadastro Positivo, uma espécie de banco de dados
que classifica os consumidores com selos de “bom pagador”.
Agrotóxicos
Nesta terça, a comissão especial que analisa o projeto de
flexibilização da Lei dos Agrotóxicos poderá votar o relatório apresentado pelo
deputado Luiz Nishimori (PR-PR).
A proposta é defendida pela bancada ruralista, favorável a
uma tramitação mais célere dos processos de registro dos produtos, e combatida
por movimentos ambientalistas, que apelidaram o projeto de “PL do Veneno”.
Lava Jato
A semana também pode ser decisiva para o deputado Nelson
Meurer (PP-PR). Ele é réu na primeira ação penal da Lava Jato a ser julgada
pelo Supremo Tribunal Federal.
Na terça, os ministros da Segunda Turma devem concluir o
julgamento. Dois magistrados, Edson Fachin e Celso de Mello, já votaram pela
condenação do parlamentar pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de
dinheiro.
Eles também votaram por condenar dois filhos do deputado pelo
crime de corrupção passiva.
Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes ainda
precisam se posicionar sobre o caso.
Fonte: G1

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