Ministros fazem nova reunião no Planalto após anúncio de medidas para encerrar greve dos caminhoneiros
Com os protestos de caminhoneiros no oitavo dia, ministros
voltaram a se reunir no Palácio do Planalto nesta segunda-feira (28) para
monitorar os efeitos da paralisação e as ações do governo federal para retomar
o abastecimento de combustíveis, alimentos, medicamentos e outros produtos.
Essa foi a primeira reunião do gabinete de crise desde que o
presidente Michel Temer anunciou novas medidas para tentar encerrar a greve.
Entre as principais reivindicações dos caminhoneiros está a redução no preço do
diesel.
Em pronunciamento na noite de domingo (27), Temer anunciou a
redução de R$ 0,46 no preço do litro do diesel por 60 dias, e a isenção de
pagamento de pedágio para eixos suspensos de caminhões vazios.
Ainda no domingo, o governo publicou no “Diário Oficial da
União” as medidas acertadas com os caminhoneiros. Assim, a Companhia Nacional
de Abastecimento (Conab) pode contratar transportadores autônomos para atender
até 30% da demanda; fica definida a política de preços mínimos para o
transporte de cargas; e fica isenta a cobrança de pedágio sobre os eixos
suspensos para os veículos que circularem vazios.
O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, afirmou em entrevista
à TV Globo na manhã desta segunda, que o impacto das medidas para encerrar a
greve é de R$ 9,5 bilhões aos cofres públicos. Segundo ele, o governo tem
expectativa de viabilizar, até o fim da semana, a redução de R$ 0,46 no diesel
“na bomba”.
A expectativa no governo é de que as novas ações adotadas
façam a paralisação perder força. Na reunião desta segunda, os ministros vão
avaliar a quantidade de rodovias com interdições, a situação de refinarias e
aeroportos e o tipo de cargas que começaram a ser transportadas.
A paralisação dos caminhoneiros chegou a uma semana nesta
segunda. Após um primeiro acordo frustrado com representantes da categoria,
Temer assinou decreto que permitiu o uso das Forças Armadas para desobstruir as
rodovias e outro decreto que permite ao governo assumir os caminhões que estão
parados.
Fonte: G1

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